Imagine uma mesa com três pessoas conversando: um criacionista da terra jovem, um criacionista da terra antiga e um criacionista evolucionário. Entra na sala Agostinho de Hipona, um dos mais importantes teólogos na história da igreja. De que maneiras sua leitura das Escrituras e sua doutrina da Criação esclarecem, aprofundam e moldam o diálogo?
O pastor e teólogo Gavin Ortlund explora essa cena ao recuperar a leitura agostiniana de Gênesis 1-3, considerando como a compreensão pré-moderna da Criação pode ajudar os cristãos de hoje. Ortlund argumenta que embora a abordagem hermenêutica e as questões teológicas de Agostinho possam ser diferentes das de hoje, a humildade desse pai da igreja diante das Escrituras e suas conclusões teológicas podem iluminar assuntos como a evolução, morte animal e Adão e Eva históricos.
O debate sobre origens divide cristãos entre terra jovem, terra antiga e criacionismo evolucionário — e cada lado costuma recorrer à tradição para se justificar. Gavin Ortlund propõe outro caminho: voltar a Agostinho de Hipona e ouvir como ele mesmo lia Gênesis 1-3, antes que essas categorias modernas existissem.
O livro resgata a hermenêutica agostiniana da Criação e mostra que sua humildade interpretativa — mais do que suas conclusões específicas — tem algo a dizer sobre questões atuais como morte animal, evolução e a historicidade de Adão e Eva. É um convite a pensar essas controvérsias com mais profundidade histórica e menos polarização.
Edição da Editora Vida Nova, 272 páginas.
Para quem é: estudantes e professores de teologia; pastores que lidam com perguntas sobre Criação e ciência; leitores interessados em patrística; quem busca sair da polarização do debate sobre origens.
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