Desde a saída do jardim do Éden, todo ser humano já chega ao mundo com o vício obstinado de buscar seu próprio bem-estar. Vivemos, então, viciados em satisfazer todos aqueles anseios que somos incapazes de recusar ou de reprimir. Até aprendermos a guardar avidamente o céu, quando todos os nossos anseios serão satisfeitos de forma plena e eterna, viveremos propensos a um único objetivo: fazer a vida funcionar conforme o nosso desejo.
Isso se manifesta de duas maneiras:
Aguardar o céu para obtermos tudo o que nossa alma mais deseja, sem exigir nada nesta vida, nos liberta para amar da maneira correta, alegrar a Deus e auxiliar o próximo sem exigir nada em troca.
Qual é a consequência disso? A verdadeira alegria, sendo a satisfação de viver e amar como o Senhor Jesus Cristo.
Larry Crabb parte de uma constatação incômoda: desde o Éden, carregamos um vício obstinado em nosso próprio bem-estar. Esse egocentrismo aparece tanto na preocupação excessiva consigo mesmo quanto em comportamentos destrutivos, tentativas desesperadas de preencher anseios que a vida presente nunca satisfaz por completo.
O autor propõe uma saída pouco convencional: só quando aprendemos a esperar o céu — onde todos os anseios serão plenamente satisfeitos — somos libertos para amar sem exigir nada em troca aqui e agora. É essa esperança escatológica, e não força de vontade, que rompe o ciclo do vício em si mesmo e abre espaço para a alegria genuína, a mesma que Cristo viveu ao amar sem barganha.
Edição da Editora Vida Nova, 160 páginas.
Para quem é: quem se reconhece preso a padrões de autocentramento; quem luta contra vícios e comportamentos destrutivos; leitores interessados em psicologia cristã e alma; quem busca entender a esperança do céu como algo prático para hoje.
Perguntas Frequentes
Depoimentos